O Câncer

O que é?

O câncer infantojuvenil engloba um conjunto de doenças caracterizadas pela multiplicação descontrolada de células anormais, que podem surgir em qualquer parte do organismo. Ao contrário do câncer em adultos, que costuma afetar órgãos sólidos, nos casos pediátricos os tumores geralmente comprometem o sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação.

Embora represente apenas cerca de 3% de todos os casos de câncer, o câncer infantojuvenil possui características próprias. Por terem, em sua maioria, origem embrionária, os tumores em crianças e adolescentes são formados por células pouco diferenciadas, o que geralmente favorecem uma melhor resposta aos tratamentos disponíveis. As causas, em grande parte, ainda são desconhecidas, mas cerca de 10% dos casos estão relacionados a alterações genéticas ou hereditárias.

Tipos mais comuns entre crianças e adolescentes

  • Leucemias (que afetam os glóbulos brancos);
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Linfomas (do sistema linfático);
  • Neuroblastoma (tumor do sistema nervoso periférico, geralmente abdominal);
  • Tumor de Wilms (tumor renal);
  • Retinoblastoma (que acomete a retina);

Assim como nos países desenvolvidos, o câncer já é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil.

Sobre o tratamento

Nas últimas cinco décadas, os avanços no tratamento do câncer infantojuvenil foram significativos. O uso combinado de diferentes terapias, aliado à maior compreensão da biologia da doença, tem contribuído para o aumento das taxas de sobrevida.

Atualmente, nos países desenvolvidos, cerca de 80% das crianças e adolescentes com câncer podem ser curados, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento realizado em centros especializados. A maioria dos pacientes tratados adequadamente tem boas chances de levar uma vida com qualidade após a cura.

No entanto, no Brasil, ainda enfrentamos o desafio de diagnósticos tardios, que dificultam o sucesso do tratamento e comprometem os resultados.

O Diagnóstico

Como conversar com crianças e adolescentes sobre o diagnóstico de câncer?

Receber o diagnóstico de câncer infantojuvenil é um momento delicado e desafiador para qualquer família. Naturalmente, muitos pais se sentem perdidos sobre como abordar o assunto com seus filhos. No entanto, é essencial manter um diálogo aberto e sincero para que a criança ou o adolescente se sinta acolhido e entenda, dentro de seus limites, o que está acontecendo. Para tornar essa conversa mais leve e acolhedora, reunimos algumas orientações importantes:

1- Seja honesto e claro

Explique o que é o câncer e como será o tratamento de forma simples e objetiva, utilizando uma linguagem apropriada para a idade da criança. Evite termos técnicos ou complexos que possam gerar confusão. Compartilhe as informações essenciais, sem esconder a verdade, mas também sem sobrecarregar com detalhes desnecessários.

2- Transmita calma e positividade

Adote um tom de voz tranquilo e encorajador. Mostre que, apesar do diagnóstico, a criança ainda poderá ter momentos de alegria e continuar fazendo atividades de que gosta. Reforce que o tratamento pode ser difícil, mas que há uma equipe inteira pronta para ajudá-la em cada etapa.

3- Escute com atenção e paciência

Permita que a criança ou adolescente expresse suas dúvidas, medos e sentimentos. Esteja presente para ouvir e responder com empatia. É importante lembrar que ela pode precisar de tempo para processar as informações e talvez não entenda tudo de imediato — e tudo bem.
Cada criança é única e reage de forma diferente à notícia. Algumas podem se mostrar mais sensíveis, outras mais resilientes. Respeite o tempo, o espaço e as emoções de cada uma, sem julgamentos ou pressa.

O Tratamento

A série de procedimentos devem ser feitas de acordo com protocolos estabelecidos com cada caso em centros e/ou hospitais especializados. Em geral, há três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicadas de forma individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão e complexidade da doença.

É importante lembrar que é essencial um esforço conjunto de vários especialistas, incluindo oncologistas pediatras, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas também para o sucesso do tratamento. Tão relevante quanto o tratamento do câncer em si é a atenção aos aspectos sociais da doença. As crianças e os adolescentes devem receber atenção integral em sua rede de apoio.

A cura é a soma da recuperação da saúde e do bem-estar e a qualidade de vida do paciente.

fonte: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil

Conclusão

Contar com o apoio de profissionais especializados, como psicólogos e assistentes sociais, é fundamental. Eles ajudam tanto a criança quanto sua família a lidar com as emoções e os desafios que surgem ao longo do tratamento.

O apoio emocional faz toda a diferença na qualidade de vida durante essa jornada. Quando as crianças se sentem compreendidas e seguras, enfrentam o tratamento com mais confiança, tornando o processo menos traumático para elas e para toda a família.

Conversar sobre o câncer com uma criança ou adolescente pode não ser fácil, mas é um passo essencial para que eles se sintam amparados e fortalecidos. Com paciência, sinceridade e esperança, é possível atravessar esse momento com mais leveza e união.


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